‘Zóia’ eu aqui de novo, depois de muito tempo sem escrever. Fiquei um tempo sem fazê-lo por ter deixado acumular um monte de trabalho pra fazer, mas enfim, aqui estou. Vou falar hoje sobre algo que aconteceu esses dias, envolvendo eu e que no dia a dia pode envolver outros deficientes físicos.

Deficiente é deficiente, não diferente...
Antes, vale ressaltar. Pra quem não sabe curso o terceiro ano do ensino médio, sou deficiente físico de nascença, portador do ‘nanismo diastrófico’. Popularmente falando, o nanismo com atrofiamento em algumas juntas. Isso dificulta a locomoção em pé, fazendo com que o afetado torne-se cadeirante.
Então vamos lá, ultimo ano de escola, sempre vai aquelas empresas oferecer formaturas e etc. A classe em conjunto, resolveu não fazer formatura. Foi então uma empresa de fotografia, tirar fotos sem compromisso da turma com a túnica de formatura. Tiramos cada um uma foto só e outra com a turma. Deixamos cada um o endereço, telefone e outras formas de contato com a empresa.
Seis meses depois, bate a minha porta a ‘vendedora’ das minhas fotos. Mostrou o álbum, falou, xavecou meus pais para que ficassem com elas, mas eles sem saber que eu havia tirado as fotos e conseqüentemente sem o valor que ela pedia, não aceitavam de forma alguma. Até então, a moça não tinha me visto.
Eis que eu chego, e ela vê que se trata de um cadeirante. Não me pergunte como ela não percebeu isso pela foto, pois vou te perguntar o mesmo como resposta. Vendo isso, imediatamente ela aciona o rádio, contatando seu superior e explicando. Não me lembro o nome dele e nem dela, mas aqui vai o diálogo:
Fulano, estou com um cadeirante aqui. – Diz ela.
Então, pode abrir franquia. – Respondeu imediatamente.
Resultado? Ganhei as fotos de graça, por ser cadeirante… Mas gostaria de saber por que? O que um cadeirante tem a mais ou a menos pra merecer aquilo de graça sendo que ele também trabalha como qualquer ser humano? Seria bom que muitos não confundissem deficiência com diferença. Deficiente é limitado, mas não incapaz. É a mesma coisa da fila de um banco. A fila está grande, chega um cadeirante, sentado normalmente como ficou a vida inteira em sua cadeira, e é passado na frente.
Discordo totalmente disso. A deficiencia daquele ser humano não impede que ele espere. O mundo deve abrir portas para o deficiente para que ele próprio se inclua e se sinta capaz de fazê-lo. Claro, todo caso é um caso. Uma pessoa que não pode ficar em pé por muito tempo, concordo totalmente em deixá-la passar a frente, é abrir as portas para que ela possa exercer uma atividade dentro de suas limitações. Mas um deficiente que trabalha como qualquer ser humano, não pagar por uma coisa que ele pode pagar, é mesma coisa que ‘dar’ para ele o produto, por sentir dó.
Tá, eu saí no lucro, até gostei sim, não sou hipócrita. Mas foi injustamente, igualdade é para todos.
Renan Barreiros de Macedo (renanbarreiros@estacaopalestra.com.br)
@RenanBarreiros no Twitter.

Infelizmente vivemos num mundo de “pré-conceitos”…
E uma coisa eu concordo contigo: Deficiente é limitado, mas não incapaz.[2]
Mto bom o texto Rê… e por sinal… vc é um caldeirante dá “pá virada”… só quem te conhece…sabe!rs
Um amor de pessoa! *—*
Te gosto mto…
SMACK
Concordo plenamente com o título..
Pessoas com algum tipo de deficiência., tem um pouco mais de limitações do que as pessoas que não possuem ‘nenhuma’.
E ter essas limitações não significa de que não possam fazer nada., podem sim.. e muito.. vivo me surpreendendo com habilidades de pessoas assim.. e as admiro muito..
Só acho que acima de tudo., deveriam ser tratadas com mais respeito.. mais respeito do governo.. e mais respeito das pessoas..
adoorei aquii Renan.. beijão :*
Ah cara, a visão que a maioria [isso me inclui] tem sobre cadeirantes é de serem pessoas mais frágeis.
Então não é bem uma questão de diferenciação, e sim de respeito.
Quanto ao album sair de graça, pode ser exagero mesmo.
Mas em locais como bancos, hospitais, transporte, é de extrema importância que vocês tenham ‘privilégios’. Porém não significa duvidar de sua capacidade, que pelo que pouco acompanho daqui vejo que você tem uma grande capacidade intelectual.
Sim Léo, até concordo com você. Mas na fila, eu acharia um desrespeito com quem está em pé, já que o cadeirante não ‘sofreria’ nada em esperar. Mas é bem diversificado as opinioes quanto a isso, já as fotos, foi puro exagero…
Cara, sou teu fã por muitos motivos.
Esse texto que acabo de ler faz jus ao meu respeito e admiração que lhe tenho.
EU concordo com tudo que você escreveu. Ainda mais se tratando de uma pessoa que passa por esse problema e que poderia está nem aí para algumas coisas.
Você Renan, é um cara diferente.. sim.. diferente. Não pq é cadeirante.. Mas pq vc tem uma visão além do senso comum, vc é espelho para muitas pessoas, que passe por esse tipo de problema ou nao… Acho que a pessoa que sofre algum tipo de deficiencia deve sim ter certos tipos de “Regalias”, mas não por serem menores ou piores do que alguém que seja considerado “normal”.
Na minha visão, o fato que lhe aconteceu é um fato novo..Nunca ouvi falar que davam as coisas para alguém por ser caiderante, cego, surdo etc… Achei estranho..
E acho que isso não é legal.. até pq, vc estuda numa sala onde existem pessoas que não são cadeirantes e acredito que a forma de avaliação é a mesma para ambos.. Ou seja, você é tão quanto as outras pessoas.. Enfim.. Achei ótimo seu texto, pq ele representa o sentimento e a visão de quem passa por isso de verdade.
Sucesso e continue esse cara FODA que vc é.
Rhamom Menezes
Rio Branco – Acre.
Saldações Palestrinas.
@rhamommenezes
Por isso q eu fico te zuando seu viadinho ..
Pq pra mim vc não é diferente .. vc é igual a todos os outros q eu fico zuando ..
E VTNC agora !
É… hm! KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK