Olha eu aqui de novo, e agora vou falar de uma coisa que não sei dar o nome para tal. Talvez imediatismo ou hipocrisia. Ou até criticar pessoas que faltaram nas aulas de português e não interpretam textos da maneira correta.
Como o assunto nos últimos dias foi Copa do Mundo, Brasil e Patriotismo, um ser humano chegou pra mim e perguntou – Você tem orgulho do Brasil? – Eu respondi que não. Na réplica recebi um texto com um nível lá embaixo, dizendo coisas como, “quem odeia o Brasil e mora aqui é um merda, e etc”.
Agora vamos aos fatos:
ORGULHO – É um sentimento de satisfação pela capacidade ou realização ou um sentimento elevado de dignidade pessoal. Em Português a palavra Orgulho pode ser vista tanto como uma atitute positiva como negativa dependendo das circunstâncias. Seu antônimo pode ser visto como humildade.
ÓDIO – O ódio é um sentimento intenso de raiva. Traduz-se na forma de antipatia, aversão, desgosto, rancor, inimizade ou repulsa contra uma pessoa ou algo, assim como o desejo de evitar, limitar ou destruir o seu objetivo. Seu antônimo é amor.
Perai, então eu não odeio o Brasil, eu apenas não vejo motivo para me orgulhar do mesmo. Isso qualquer um que pensa um pouco antes de falar as coisas, sabe. Mas é complicado debater num país onde a hipocrisia fala mais alto. É complicado ver bandeiras do Brasil nas janelas apenas em época de Copa do Mundo. É difícil você ver um estádio inteiro cantando o Hino Nacional por inteiro antes de uma partida de futebol. Não é porque aqui tem pessoas de várias raças, religiões e crenças, que eu vou despertar um ORGULHO. Isso vai mudar o que na minha vida pessoal? Nada, pelo menos pra mim que não tenho preconceito quanto a isso. É isso mesmo, aqui há uma diversidade de raças e tem o PRECONCEITO quanto a algumas. Exemplo disso é o Candomblé. O que você pensa quando lê esta palavra? Macumba? É triste mas, isso ta na boca do povo, dos falsos moralistas. Essa é só uma das poucas religiões que sofrem com isso. Sem contar as raças, onde o Afro-Brasileiro é protegido por um campo de força de leis contra os BRANCOS. Quem aqui não é Afro-Brasileiro, pode ser chamado de branco. Não há lei nenhuma que o dá o direito de processar por tal motivo. Não há dias comemorativos para o branco. Pois é, a própria constituição do país defendendo uma raça só, desigualdade total. E aqueles que saem de um estado para o outro, para ‘trabalhar’, e quando chega no tal estado, começa contar vantagem ao seu estado de origem? E aquele que se sente ofendido ao ser chamado pelo substantivo comum de seu próprio estado? Eu sinto muito, mas você ai ‘patriota’, eu não consigo sentir orgulho nenhum do país em que eu vivo.
Você realmente é um patriota?
Eu não sou patriota. Eu não corro atrás de fazer um plano para reabastecimento de lugares com sem água como Tiradentes fez em 1763. Ahhhhhhhhhh, mas eu sou sozinho não posso. O POVO pode! Ééé, vamos reunir o povo então e fazer uma revolução hoje a noite! Não, tem a final do BBB! Amanhã a tarde? Não, tem jogo do meu time. Domingo! Ah, tem churrasco na casa da tia. Ta vendo, o POVO tem mais o que fazer ao se tratar disso. Esse é um dos motivos pelo qual você, patriota, está lendo isso tudo.
O povo unido, SE USAR A CABEÇA, jamais será vencido…
O que adianta ter o poder, e não ter sabedoria para usá-lo? Sim, o povo tem o poder, mas ao mesmo tempo o povo é BURRO. Isso foi provado no caso Isabella Nardoni. O povo ficou em cima do caso, o julgamento inteiro, fez pressão nas autoridades, fez o famoso “auê” que o brasileiro adora.
Resultado, pena rigorosa aos réus. Parabéns povo, isso é patriotismo, nota 1 pra vocês. Nota 1 por não ter sido assim no caso João Hélio. Nota 1 por na hora em que os deputados estarem exigindo aumento em seus “baixos salários”, vocês estarem rindo de coisas como “Cala boca Fulano”, “Aloka” ou de pessoas na internet falando mal de Cine, Justin Bieber e afins. O povo tem o poder, mas não sabe usá-lo.
Então ao invés de me falar mal porque não gosto desse país ou dizer que sou revoltado, vá fazer algo para tal que eu possa sentir orgulho do mesmo ou me mostre algo para que eu possa sentir uma coisa diferente quanto a isso. E não, eu não tenho ódio do Brasil, apenas também não vejo nada em que eu possa me orgulhar.
Renan Barreiros de Macedo (renanbarreiros@estacaopalestra.com.br)
@RenanBarreiros no twitter.


Boa Barreiros …
Penso assim como você. Gosto muito do Brasil e das condições que o país nos proporciona, mas infelizmente, grande parte da população acaba por manchar e sub-utilizar essas condições.
Muito se reclama dos políticos, mas qual brasileiro na mesma situação deles não levaria vantagem para si próprio da mesma forma ? Qual brasileiro que nunca se aproveitou de uma situação superior à outra pessoa para levar vantagem ?
Quantos brasileiros fazem campanha para tirar o Galvão da Rede Globo, tirar o Dunga da Seleção Brasileira ou quantos brasileiros passam o dia todo fazendo campanha e votando desesperadamente para eliminar “Fulano” do Big Brother ?
Mas esses mesmos brasileiros reclamam que tem que “perder” algumas horas de um único dia para realizar talvez o gesto mais patriota de todos que é a LIBERDADE de exercer o seu direito de escolher quem irá nos governar.
O Brasil vive numa DEMOCRACIA Indireta em que na qual o povo tem o poder de escolher quem vai governar o país, mas não tem o poder de promulgar e fazer as leis que serão respeitadas por todos os cidadãos da Nação.
Talvez por sermos um país jovem no sistema democrático, os conceitos de democracia ainda não estejam claros para grande parte da população e por isso exista a confusão entre Patriotismo, Democracia e Liberdade.
Belíssimo texto. E mais do que belo, é verdadeiro. Fiquei aqui pensando…. É… não sou tão patriota quanto pensava. Devo me esforçar mais…
Fala Barreiros. Pois é… Falou bonito aí. Alguns fatos que deixam pessoas, como eu, de cabelos em pé. Porém esquece de citar o que é belo nesse País e o que realmente nos faz sentir orgulho de dizer sim, SOU BRASILEIRO. Há sim muito o que melhor, principalmente no que se diz respeito a educação, mas é evidente que o patriotismo “global” não é aquele que nos faz sentir orgulho. “O País do Futebol, da caipirinha e da mulata carioca”? Ah vá! Somos muito mais que isso. Acredito sim que tu andas bem revoltado, e não é de se admirar, já que é fácil, pra quem pensa, perceber as mazelas da nação. Mas precisamos, todos nós, buscar uma melhoria como povo, e isso vai desde votar corretamente em outubro até colocar aquela bituca de cigarro no lixo. Tudo isso é educação, e é o que AINDA falta para o povo.
Começou bem. Mas tocou no assunto “questão racial”, da qual eu me proponho a lhe explicar:
Quando você diz que há uma porção de leis de proteção ao negro, eu afirmo: é mentira. Falta disposições legais mais firmes quanto ao crime de ódio e discriminação racial no Brasil. O que existe é um artigo 5º CF que diz que todos são iguais. Lei de gaveta. Eu sei que é difícil para que um branco como você, que não é racista, aceitar os argumentos que virão. Começando, essa retórica do branco sobre sofrer preconceito no Brasil, é mentira, falácia e falta de conhecimento histórico. O branco brasileiro goza de autonomia social que o negro não tem. O branco possui um status quo (procure o significado) que permite sua superioridade pessoal, social, política e econômica. De fato, você deve conhecer muitos vídeos que mostram, por exemplo, abordagem racistas em lojas. O programa Legendários, recentemente provou isso. O que essas abordagens demonstram? Um racismo introjetado na população brasileira, que a faz absolver o branco pelo seu status quo e condernar o negro, constantemente. Bom, até aqui você vai ler e vai dizer: “esse cara só tá despejando um monte de palavra que não vai me convencer”. Pois bem, vou provar com dados como o branco é beneficiado na população brasileira. E mais: vou provar com argumentos de gente branca, pra que você não fique com nhénhé: http://www.flickr.com/photos/kodaky/137686930/. Nesse link, universitários brancos da UFRGS falam a verdade sobre a situação branco x negro no Brasil. Eu sei, eu entendo. É difícil p/ os brancos verem seu castelinho de meritocracia sendo desmoronado e percebendo quanto foram e são privilegiados pela sociedade brasileira. Vou fazer comparações p/ que você possa entender o PORQUÊ de ser legítima a proteção, o benefício e a necessidade de se instituir um Estado e uma sociedade civil com empatia ao negro: Vítimas da ditadura militar. incluindo seus filhos, receberam e recebem indenização pelo acontecimento histórico; Os descendentes da Família Real Portuguesa no Brasil recebem até hoje rendimentos referidos a acordos do passado; Recentemente, um juíz federal dos EUA aprovou o pagamento de uma indenização recorde de US$ 21,9M ais herdeiros de duas famílias vítimas do holocausto judeu; os EUA pagaram US$ 1,2 bilhão em indenização aos japoneses detidos nos EUA na Segunda Guerra; A Danny’s, uma das grande cadeias de restaurantes dos EUA paagou mais de 54M de dólares a milhares de fregueses, que, por serem negros, não foram atendidos, e quando eram, eram de forma torpe e muitas vezes sendo obrigados a pagar mais que fregueses brancos; Foi assinado na Alemanha o acordo que garante a indenização às vitimas do nazismo alemão. Durante a II guerra mundial empresas alemãs utilizaram o trabalho de mais de 10 milhões de judeus, reduzidos à escravidão. Independentemente da discussão de valores e distribuição – a discussã serve p/ manter vivas na memóriam, umas das mais perversas caracteristicas do nazismo, o antu-semitismo; Matéra da BBC Brasil mostra que herdeiros de vítimas do nazismo ganham indenização de US$ 21,9 milhões paga por bancos suiços;
Bom aí estão muitos exemplos dos mais diversos tipos de indenização contra crimes contra humanidade. Ressaltando, todos foram pagos por Estados após os acontecimentos, não importando quem os praticou e quem os pratica. É o que ocorre no Brasil. Existe dia da Consciência Negra, pois é necessário que o Brasil não se esqueça do maior crime da humanidade – talvez – a Escravidão. Ela durou 364 anos oficias e depois 122 anos de uma abolição fajuta que não inseriu o negro na sociedade. Logo, com todos esses séculso de exploração servil, psicológica, física e humana, pois por muito tempo esta condição foi tirada do negro e só recentemente em vários locais do mundo foi sendo restaurada, como em 1964 na aprovação dos Direitos Civis nos EUA e 1994 com o fim do Apartheid na AFS. Percebemos então que o racismo e a segregação racial são coisas do nosso tempo e próximas de nós, portanto é totalmente justificável as ações em prol dessa minoria históricamente explorada e discriminada. Agir de outra forma, perdoe-me o chavão, mas é ser fascista. Desconsiderar tudo isso e todas suas nwances p/ história atual é não conhecer história, como disse no começo. Portanto, quando um negro usa: 100% negro é diferente de um branco. O negro afirma ao mundo sua resistência ao racismo do branco, às discriminações e a subalternidade que lhe quiseram imputar. Já o branco, orgulhara-se de quê? É possível que exista. Mas o 100% branco, o White Power, tudo isso já foi motivo de morte de milhões de pessoas, ou seja, aceitar isso como manifestação igual é correr sérios riscos. Portanto, eu entendo sua posição tentando ser crítica. Mas ela ainda precisa ser mais lapidada, mais estudada, pra não cometer erros infantis de confundir resistência cultural com preconceito ao branco. Aliás, eu já me alonguei demais e poderia colocar aqui muitos dados do IBGE/PNAD sobre a situação do negro e mostrar quanto o branco é favorecido. Mas você sabe disso, pois é um rapaz inteligente.
Se quiser, procure artigos de: Kabenguele Munamba; Florestan Fernandes; Roger Bastide; Frantz Fanon; Steve Biko; entre outros que poderão lhe explicar melhor a diferenças entre as atitudes do negro e do branco no âmbito social. Abraço!
Bom, em primeiro lugar, eu vim aqui falando da situação atual do país. Da hipocrisia em um não querer ser igual ao outro, e sim, sempre MAIS. Pela historia da escravidão, você quer me mostrar que a raça branca é uma raça monstra quando mostra o “White Power”? Não estou defendendo o White Power, pelo contrário, mas pelo que vi, os brancos de hoje nao tem direito a uma ‘lei de cotas’ por exemplo por causa de coisas dos antepassados? É por esse motivo que os Afros-brasileiros merecem uma paralização? Não, eu acho que hoje em dia, devemos pensar em apenas evoluir. Defendo o meu ideal aqui sobre a igualdade por ter amigos Afros-brasileiros que concordam comigo. Não é porque tal raça sofreu no passado, que hoje pessoas da mesma raça que NÃO SOFRERAM, devem ter tais beneficios. A lei de cotas por exemplo, por que um Afro-brasileiro com as mesmas condiçoes financeiras e emocionais de um branco hoje tem vagas reservadas? Hoje em dia, as condiçoes são iguais a todos, ou existe escravidão ainda? Se eu ficar preso no passado, eu nao ando… ninguem anda, e muito menos uma nação. Sofreram sim, mas passou, acabou faz tempo, vamos evoluir todos num só ideal.
Eu nao quis mostrar que o Branco é discriminado. Eu quis mostrar que a lei deveria haver para qualquer ser humano, englobá-los tudo em um. E não é o que acontece no nosso país.
Mas não estou aqui para me aprofundar nos elementos que citei no texto. Nas religioes, raças e etc. Acho que o básico, suficiente pro povo entender foi dito. Se não concorda, paciencia, é seu direito e de qualquer um ao discordar.
Olá, Renan. Vou dar a réplica pra que não pareça que ficamos num entrevero. Pois bem, vou lhe mostrar que “evoluir”, “paralização”, e tudo que isso que o senso comum veicula é mentira – ou melhor – falta de informação. Quando às vezes debato esses assuntos com pessoas normais, em suma brancos, sempre mostram os mesmos defeitos da análise sociológica. Muito normal, pois brancos não precisam se preocupar com o racismo, pois eles não o sofrem, eles praticam. E isso aqui não é uma acusação pessoal a ninguém, por mais racista que a pessoa seja. É uma crítica alegórica ao “ser” branco numa sociedade multirracial como a brasileira que crê no mito da Democracia Racial, exemplificada em suas palavras em várias partes, como na tentativa (frustrada) de fazer comparações entre sofrimento dos negros e imigrantes. Pois bem, como você disse sobre o fim da escravidão, vou dissertar mais sobre isso. A escravidão terminou em 1888 e não trouxe aos negros o que eles hoje – politizados mais – lutam, que é pela INCLUSÃO SOCIAL DE FATO. Naquela época, o negro antes sofrera com as tais leis p/ inglês ver que pioraram sua situação já catastrófica. Logo depois, na referida data acima, a princesa assinou a libertação em nome da pressão inglesa. Os negros comemoraram por três dias. Uma grande festa. Depois disso, perceberam como era ingrata tal liberdade. Estavam soltos ao mundo, impedidos de cursar escolas, desprovidos de respeito humano (considerados animais), impedidos de circulação social, ou seja, a tal liberdade não lhe trouxe inclusão. Os pretos foram enxotados nas favelas e ali tiveram que se virar. E esse se virar, constitui no mesmo trabalho exploratório do branco, sujeito que não aceitava o trabalho braçal, coisa de preto. Pois bem, isso tudo é o começo de uma grande vespero p/ o negro. Sem contar que no séc XIX, como já lhe disse, estava em voga o branqueamento do Brasil, político estatal que trouxe a imigração europeia. Esses são dados do passado. Aqui vão os de agora e provarei (denovo) que a Escravidão – de fato – não “acabou”.
DADOS IBGE/PNAD de acordo com raça/cor:
IBGE divulga estudo especial da PME sobre Cor ou Raça
População declaradamente preta e parda tem menos escolaridade e um rendimento médio equivalente à metade do recebido pela população branca, na média das seis regiões metropolitanas investigadas pela Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE. Já a taxa de desocupação dos pretos e pardos (11,8%) é superior à dos brancos (8,6%).
Escolaridade dos pretos e pardos é menor que a dos brancos
Há desigualdade também nos indicadores educacionais. A população em idade ativa preta e parda tinha 7,1 anos de estudo, em média, e era menos escolarizada que a população branca (8,7 anos de estudo, em média). Foi apurado, também, que 6,7% das pessoas pretas e pardas com 10 a 17 anos de idade não freqüentavam escola, contra 4,7% dos brancos. E enquanto 25,5% dos brancos com mais de 18 anos freqüentavam ou já haviam freqüentado curso superior, o percentual era de apenas 8,2% para os pretos e pardos. Mas houve alguma evolução neste indicador: em setembro de 2002, apenas 6,7% dos pretos e pardos freqüentavam ou já haviam freqüentado curso superior.
Em Salvador, onde os brancos e os pretos e pardos apresentaram as maiores médias de anos de estudo, observou-se o maior diferencial: 2,4 anos de estudo a mais para os brancos. Em média, os brancos atingiam o ensino médio e os pretos e pardos sequer concluíam o fundamental.
Ainda em relação à educação, verificou-se que 20,1% dos pretos e pardos com 10 anos ou mais de idade tinham algum curso de qualificação profissional, enquanto na população branca este percentual subia para 25,3%. Este indicador cresceu significativamente, pois em 2002 as proporções eram de 13,2% (para pretos e pardos) e 16,5% (para brancos). As diferenças regionais mais evidentes foram em São Paulo (onde 28,5% das pessoas brancas tinham curso de qualificação profissional, contra 20,0% dos pretos e pardos) e em Belo Horizonte (35,8% e 28,2%, respectivamente).
Pretos e pardos contribuem menos para a previdência
A inserção mais precária dos pretos e pardos no mercado de trabalho, em relação aos brancos, também pôde ser verificada através das baixas proporções de trabalhadores domésticos (5,1%), de empregados sem carteira de trabalho (7,2%) e de trabalhadores por conta própria (9,8%) pretos e pardos que contribuíam para previdência. Embora também baixos, estes percentuais para os brancos eram consideravelmente maiores.
Como está ficando enfadonho e tenho bilhões de dados pra lhe comprovar como o negro está em situação de desigualdade ao branco, é sensato de sua parte que admita que o pensamento do senso comum, de ideal “junto” entre negros e brancos é bonito. E apoio ele totalmente. PORÉM, temos que diminuir as desigualdades, ELIMINAR OS PREJUÍZOS DO PASSADO HORRENDO TRAZ PRO AGORA, PROS TAIS NEGROS QUE NÃO SOFRERAM, UMA SITUAÇÃO EXTREMAMENTE DESFAVORÁVEL QUANTO AOS BRANCOS. Vou agora postar links, p/ caso você queira ler e se informar são de toda confiança e p/ dar fonte ao que escrevo também:
ESTUDO IBGE COMPROVA TODA A SITUAÇÃO DESIGUAL RECORRENTE DO RACISMO E DA ESCRAVIDÃO: http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=737 (nesse meio noticia tem um underlaine)
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Aqui, um estudo do pesquisador da UFRJ, Marcelo Paixão comprovando que existe trabalho escravo no Brasil e 70% desses escravos são NEGROS! (será que a Escravidão ainda acabou pra você?): http://www.reporterbrasil.com.br/pacto/clipping/view/1120
Entrevista do pesquisador: http://mariafro.com.br/wordpress/?p=235
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Bom, espero que tenha paciência e cabeça aberta pra ler. Não estou debatendo contigo pra insultar ninguém. Só quero que as pessoas conheçam a verdade. E essa verdade não é pra acusar nenhum branco de racismo, nem imputar-lhe a culpa dos escravocratas do passado. PORÉM, se ele não tem culpa, ele se BENEFICIA daquele passado. Não herdam racismo. Geralmente possuem melhor renda que os negros (vide estudo do IBGE), etc. E tem mais o manifesto da UFRGS pra provar. Ou seja, você, meu vizinho, meu amigo não é culpado pela escravidão. Mas eu, negro, MUITO MENOS. E herdei o racismo, a discriminação, não vejo médicos negros, professores, engenheiros, apresentadores de TV, acadêmicos. Sou apenas vítima. Como você também é. Você é vítima porque reproduz os argumentos falaciosos de quem não conhece a causa negra e sendo branco, não consegue assumir uma postura crítica e apoiar o fim das desigualdades. Apoia-se na situação privilegiada de ser branco numa sociedade racista como a do Brasil e passar a proliferar a massa de gente sem informação que tanto atrasa o desenvolvimento e a busca pela igualdade. Por fim, espero que você tenha entendido o porquê de tanta informação e debate. E vamos lutar por um país igual, porém vamos dar as mesmas oportunidades à todos e não um artigo na Constituição que não voga nada na prática.
Um abraço!
Prof. emérito da Faculdade Direito da USP explica o porquê das cotas: http://www.geledes.org.br/cotas-no-stf/fabio-konder-comparatouma-questao-de-justica-social.html
O Brasil dos brancos é rico. Dos negros é muito, muito pobre: http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2010/05/19/o-brasil-dos-brancos-e-rico-dos-negros-e-muito-muito-pobre/
O racismo brasileiro é um crime perfeito (Kabengele, prof titular de Antropologia da USP): http://www.interney.net/blogs/lll/2009/10/09/nosso_racismo_e_um_crime_perfeito/
1ª Juiza negra fala sobre o racismo que ela convive: http://racabrasil.uol.com.br/cultura-gente/138/o-direito-a-discutir-o-racismo-e-apenas-do-negro-157507-1.asp
Artigo de William Douglas, Juiz Federal-RJ: http://www.pciconcursos.com.br/comopassar/as-cotas-para-negros-por-que-mudei-de-opiniao
Acho que tá bom. rsrs
Abraço, irmãozinho.
http://www.pciconcursos.com.br/comopassar/as-cotas-para-negros-por-que-mudei-de-opiniao
Então meu amigo, vou deixar minha ultima resposta aqui sobre esse assunto. Você está dizendo ai que na pratica o negro sofre muito preconceito certo? Já eu, quis citar isso na constituição brasileira. Uma constituição voltada ao “ser-humano” e não a determinada raça, seria muito mais exemplar, ou não? Seria um motivo a menos para eu e muitos brasileiros (inclusive proprios negros)reclamarem, nao seria? Não estou dizendo que você está errado, pelo contrario, como eu citei no proprio texto, existe sim a desigualdade aqui. Por parte da constituição e na pratica também. Na pratica existe contra os negros sim, e na constituição pelo outro lado da moeda, em forma de ‘mensagem subliminar’. rs Na pratica ocorre? Sim, mas as leis estão ai para defendê-lo.
Mas enfim, mesmo que eu mudasse de opinião quanto as leis das raças, ainda sim, não haveria motivo algum para eu sentir orgulho do país. Seria apenas a obrigação de qualquer nação. E o objetivo do texto foi esse, buscar o maior numero de fatos possiveis para que eu sentisse prazer de viver aqui.
[...] um limite pra você usar até um numero X de megas por mês. Se você não quer que o pais continue assim, vote considerando o passado detalhadamente do [...]